ANO 6 | Edição Agosto 2026
Gestão de pessoas: um diferencial estratégico para a inovação nas cooperativas
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Tecnologia e processos já não bastam para diferenciar uma cooperativa da concorrência: os avanços tecnológicos democratizaram o acesso a ferramentas e metodologias, tornando fácil replicá-los. Diante disso, o verdadeiro diferencial competitivo passa a estar na equipe; ou seja, em colaboradores motivados e dispostos a inovar. É o que aponta o artigo do InovaCoop.
Muitas cooperativas verbalizam o desejo de inovar, mas, na prática, criam ambientes que não toleram erros, o que afasta colaboradores engajados e soluções disruptivas. A inovação, então, passa a depender de uma tríade estratégica de gestão de pessoas: atração, retenção e desenvolvimento de talentos.
Na atração, o destaque vai para o employer branding bem construído, parcerias com universidades e processos seletivos mais enxutos, sempre buscando profissionais que tragam novas perspectivas, e não apenas repliquem o perfil já existente na equipe.
Já a retenção passa por people analytics, planos de carreira estruturados e pesquisas constantes de clima organizacional. Para o desenvolvimento, o material recomenda segurança psicológica para errar, incentivo ao intraempreendedorismo e aprendizagem prática no dia a dia – não apenas em cursos formais.
O RH estratégico, assim sendo, é o que sustenta a capacidade da cooperativa de atrair, reter e desenvolver os profissionais capazes de transformar o discurso de inovação em prática constante.
AnuárioCoop 2026 reforça o protagonismo do cooperativismo brasileiro nos negócios
O cooperativismo brasileiro segue ganhando peso na economia nacional e internacional. Segundo o AnuárioCoop 2026, divulgado pelo Sistema OCB, o país fechou 2025 com 4.400 cooperativas, 29 milhões de cooperados – uma alta de 12,5% – e R$ 848,4 bilhões em ingressos, avanço de 12% em relação ao ano anterior.
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As sobras cresceram 14,2%, somando R$ 61,3 bilhões, enquanto o setor gerou 613,4 mil empregos diretos. O Ramo Agropecuário segue como maior empregador do movimento, concentrando 45,2% dos postos de trabalho, e as cooperativas de crédito já respondem por 22% da carteira de crédito rural do país.
A projeção também aparece fora do Brasil: nove cooperativas brasileiras figuram entre as 300 maiores do mundo no ranking da Aliança Cooperativa Internacional, e 140 cooperativas nacionais somaram US$ 17,4 bilhões em receitas de exportação, o equivalente a 10,3% das vendas externas do agronegócio brasileiro.
Os números reforçam que o cooperativismo brasileiro não cresce apenas em escala, mas também amplia sua relevância como modelo de negócio competitivo, tanto no mercado interno quanto na projeção internacional. Saiba mais no NegóciosCoop!
Um livro para conhecer as raízes do cooperativismo
Durante a Semana de Competitividade 2026, o Sistema OCB lançou o livro Raízes e Fundamentos do Cooperativismo – Volume 1: Legado, primeira obra da Trilogia Cultura Cooperativista. O livro percorre mais de 360 anos de história, das raízes filosóficas do movimento e da experiência de Rochdale até a chegada e consolidação do cooperativismo no Brasil.
Divulgação: Sistema OCB
Organizada em cinco capítulos, a publicação também aborda a cultura cooperativista para além dos sete princípios, tratando de valores, símbolos e comportamentos que fortalecem a identidade do setor, além de discutir a preservação da memória institucional como um ato estratégico.
“Preservar nossa cultura é também preparar o que ainda vamos construir juntos”, resumiu Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, no lançamento da obra durante a Semana de Competitividade 2026.
RH brasileiro tem convicção, mas ainda não alcança nível estratégico
O RH brasileiro discute maturidade e geração de valor, mas ainda está longe de colocar isso em prática. É o que aponta o inédito Índice da 4ª Onda do RH no Brasil, estudo da Caju baseado no conceito de Dave Ulrich sobre as ondas de evolução da área, do RH administrativo ao RH dos Stakeholders.
Com base em 317 respostas de profissionais e lideranças de negócios de todos os portes, o levantamento aponta um score médio de apenas 37 em 100, posicionando o país ainda na 2ª onda, a do RH Funcional. Só 4,4% das organizações brasileiras já chegaram à 4ª onda, e 74,8% seguem estacionadas na 1ª ou 2ª. .
O pilar mais frágil é o de Inteligência Artificial, com nota 32,3 – a mais baixa entre os seis pontos avaliados. Segundo o estudo, o porte da organização não garante, sozinho, mais maturidade. O fator que mais atrasa o avanço é ter apenas uma pessoa dedicada ao RH.
Funcionários digitais: como agentes de IA estão assumindo tarefas no trabalho
Um novo tipo de ferramenta ganha espaço nas organizações: os agentes de IA. Diferentemente de um chatbot tradicional, eles podem receber um objetivo, definir etapas, consultar sistemas e executar ações completas, funcionando como uma espécie de "funcionário digital", segundo reportagem da Exame.
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A principal mudança está na capacidade de interagir com interfaces visuais sem depender de integrações programadas previamente. É o caso do Operator, da OpenAI, incorporado ao ChatGPT, e do Computer Use, da Anthropic, que permite ao Claude observar uma tela e executar tarefas com múltiplas etapas. No ambiente corporativo, ferramentas como o Microsoft Copilot Studio já criam agentes capazes de reagir a eventos e disparar fluxos de trabalho automaticamente.
O avanço não significa que profissões inteiras estão sendo substituídas. A automação avança principalmente em tarefas específicas, como triagem de solicitações, atualização de registros, preparação de relatórios e qualificação inicial de leads.
A diferença em relação às ferramentas tradicionais está no grau de autonomia, já que um agente pesquisa dados, consulta sistemas e retorna com o resultado pronto. Isso não elimina a necessidade de supervisão humana, especialmente em processos que envolvem dinheiro, dados sensíveis ou decisões relevantes.
Nunca medimos tanto. Mas estamos decidindo melhor?
Ter acesso a um volume cada vez maior de dados e indicadores não significa, necessariamente, tomar decisões melhores. A avaliação é de Breno Guedes, vice-presidente da unidade de Varejo da Falconi, que analisa o desafio no varejo farmacêutico. As organizações evoluíram rapidamente na capacidade de medir resultados, mas nem sempre avançaram no mesmo ritmo quando o assunto é qualidade da tomada de decisão.
Segundo o especialista, a dificuldade está em diferenciar os fatores que realmente influenciam os resultados daqueles que são apenas consequências de um sistema complexo. Muitos gestores acabam priorizando questões urgentes de curto prazo e deixam de lado o acompanhamento das iniciativas até sua implementação completa.
Para Guedes, os líderes mais eficientes são os que conseguem priorizar poucos problemas estratégicos, executar planos com disciplina e acompanhar os impactos até a resolução definitiva. Ele avalia que a inteligência artificial pode ajudar a organizar informações e reduzir tarefas operacionais, mas a responsabilidade pelas decisões de qualidade continuará sendo exclusivamente dos gestores.
Como a força da marca vira resultado financeiro
A construção de marcas fortes continua sendo uma das formas mais eficazes de gerar crescimento sustentável, especialmente em um cenário de uso crescente de IA e fragmentação de mídia. É o que mostra a metodologia Kantar BrandZ, baseada no framework Meaningful, Different and Salient (MDS), validado globalmente pelo Marketing Accountability Standards Board.
O modelo parte de uma premissa da ciência comportamental: as pessoas armazenam memórias por meio de conexões de conhecimento, sentimento e experiência. Marcas que constroem esses três tipos de conexão tornam-se mais fáceis de lembrar e mais propensas a serem escolhidas, o que se traduz em três mecanismos financeiros concretos:
- Demand Power, o poder de gerar demanda e ganhar participação de mercado.
- Pricing Power, a capacidade de sustentar preços premium.
- Future Power, o potencial de gerar valor no longo prazo.
Segundo a Kantar, essas três dimensões explicam por que duas organizações com ofertas semelhantes podem ter desempenhos financeiros completamente diferentes. Marcas que combinam os três atributos transformam percepção em preferência, preferência em valor e valor em crescimento sustentável.
Veja antes de ir:
- A Coonecta e a Cooperativa Coletiva lançaram a ImersãoCoop Geração de Negócios, programa de dois dias para lideranças comerciais de cooperativas de crédito, com apenas 60 vagas. O evento parte de uma pesquisa com 2.812 profissionais do setor que apontou o mesmo padrão: o relacionamento com o cooperado já é forte, mas falta método para transformá-lo em negócio fechado. Clique aqui e saiba mais!
- A futurista Rosa Alegria trouxe ao Brasil o movimento internacional Teach the Future, voltado ao letramento em futuros. Uma pesquisa da própria Alegria com cerca de 800 estudantes brasileiros mostrou que 62% sentem medo do futuro e 78,5% associam o amanhã à ansiedade, reflexo de uma geração que cresceu em meio a crises climáticas, econômicas e tecnológicas simultâneas
- Ética e governança de IA costumam ficar pelo menos dois anos atrás da adoção da tecnologia nos negócios, aponta o professor Jeffrey Saviano para o MIT Sloan. Ele defende que as organizações criem comitês formais de governança e pratiquem "vigilância prudente" para avançar com IA sem abrir mão de segurança.
- Agências de publicidade enfrentam um novo desafio com a IA: o chamado AI slop, conteúdo mais rápido de produzir, porém mais raso. Por isso, algumas equipes evitam usar IA logo no primeiro rascunho, priorizando a tecnologia para pesquisa e refinamento, não para substituir o pensamento criativo. Veja mais na Forbes.
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