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ANO 6 | Edição Julho 2026


Novas tecnologias e baixa confiança: o que está mudando no mercado de trabalho?

Reprodução: Deloitte

O mundo está em constante transformação e, com ele, o mercado de trabalho também se reconfigura. A chegada de tecnologias, a busca por produtividade e as novas exigências da força de trabalho alteram a forma como o capital humano funciona em escala global.

Segundo a pesquisa Tendências globais de Capital Humano 2026, da Deloitte, um dos fatores que mais está alterando a forma de trabalhar é o uso de IA. A relação entre humanos e a inteligência artificial avança rapidamente, mas ainda são necessários esforços para uma integração coordenada.

Outro forte movimento é a necessidade de gerenciar a desinformação em escala. A IA apresenta seus benefícios, mas também desafios: conteúdos gerados por inteligência artificial dificultam a confiabilidade das informações nas organizações.

A obrigatoriedade de fortalecer a cultura organizacional aflora nesse momento. De acordo com dados da pesquisa, 80% dos profissionais se preocupam com o uso da tecnologia para maior produtividade. Não tem como aplicar ferramentas se os próprios colaboradores não acreditam nelas, e as organizações devem dar mais atenção à cultura e à confiança.

Com tantas transformações, a habilidade de se adaptar se torna essencial no mercado de trabalho. Muitos gestores, porém, apresentam dificuldades para tal. Dos líderes entrevistados, 85% consideram que saber lidar com mudanças é fundamental para o sucesso, mas poucos se sentem preparados para desenvolver essa competência de forma consistente.

Enxergar a agilidade como motor de desempenho organizacional e tomar decisões baseadas não apenas nos negócios, mas também no bem-estar social, são mais algumas tendências do setor. Confira o estudo completo.




IA exige das pessoas mais profundidade técnica, não menos

Reprodução: MIT Sloan Management Review

Se antes era preciso anos de educação formal e experiência para realizar determinados trabalhos, a IA mudou esse cenário. Código, análise estatística, modelos financeiros e revisões de literatura científica podem ser gerados em segundos, basta saber dar os comandos certos.

Criou-se, com isso, uma ideia de que a parte técnica dos profissionais não é mais tão importante, e o foco de desenvolvimento deve estar nas capacidades que as máquinas não possuem, como pensamento abstrato, criatividade e síntese conceitual. Mas esse argumento apresenta apenas uma meia verdade.

É necessário cultivar essas habilidades e, em um momento de avanço tecnológico, elas podem destacar o profissional no mercado. Mas o conhecimento técnico é igualmente essencial. É ele que ajuda a distinguir um resultado correto de um incorreto, além de facilitar a identificação de falhas quando um modelo opera sem competência. Assim, percebe-se que usar IA não exige menos capacitação – pelo contrário, pode exigir até mais.



O futuro do setor financeiro exige mudanças em CFO e colaboradores

Espera-se que os CFOs gerem valor para a organização, mas nem sempre essa é a realidade. A pesquisa EY Global DNA of the CFO mostrou uma discrepância entre ambição e ação desses profissionais, que se consideram cada vez mais responsáveis pela definição do valor do negócio, mas muitos não assumem a responsabilidade por decisões cujos resultados são incertos ou de longo prazo.

A IA, no processo de avanço de uma organização, oferece um potencial significativo, mas o progresso é frequentemente limitado. E a restrição não se dá pela tecnologia, mas sim pela mentalidade ineficiente, falta de confiança ou baixa capacidade dos CFOs e suas equipes.

Reprodução: EY

Diante desse cenário, a transformação no mercado financeiro precisa de uma mudança também nas pessoas, desde comportamentos, competências até suas formas de trabalhar. Alinhadas aos sistemas e aos dados, essas atitudes abrem caminho para novas formas de trabalho e melhores resultados.



SNCC ultrapassa R$ 1 trilhão em ativos e ganha espaço no sistema financeiro

Reprodução: Banco Central

Com um crescimento anual de 17%, o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) alcançou o marco de R$ 1,04 trilhão em ativos totais. Esse desempenho supera a expansão do Sistema Financeiro Nacional (SFN), que registrou uma alta de apenas 8% no mesmo período.

O avanço do cooperativismo de crédito vai além dos ativos totais. Na contramão dos bancos tradicionais, que vêm encerrando os atendimentos presenciais, as cooperativas continuam abrindo novas agências e levando o atendimento presencial a municípios desassistidos. Atualmente, o setor contabiliza 10.553 pontos de atendimento ativos em todo o Brasil.

Por outro lado, esse protagonismo também impõe desafios. A expansão da carteira de crédito do setor foi acompanhada pela elevação no risco das operações e aumento no índice de ativos problemáticos.



R$ 160 bilhões: o papel fundamental do cooperativismo financeiro no Plano Safra

As cooperativas de crédito são peças centrais na distribuição dos recursos do Plano Safra, garantindo que o crédito rural chegue aos produtores de pequeno e médio porte. Além do repasse da verba, as organizações atuam no desenvolvimento de soluções inovadoras e oferecem suporte técnico.

No ciclo 2025/2026, Sicredi, Sicoob e Cresol contribuíram, juntos, com mais de R$ 145 bilhões. Os três maiores sistemas realizaram 320 mil, 194,7 mil e 115,6 mil operações, respectivamente.

Já para o Plano Safra 2026/2027, o trio planeja disponibilizar mais de R$ 160 bilhões. Saiba mais detalhes sobre o volume de recursos de cada instituição no NegóciosCoop!



Como as cooperativas agro enfrentam os desafios do campo

Imagem: Magnific

Em 2026, o PIB agropecuário deve ter um crescimento moderado de apenas 1,7%. A queda na expansão do setor é reflexo direto da guerra dos Estados Unidos com o Oriente Médio, que aumentou o preço do barril de petróleo, e do encarecimento de insumos agrícolas.

Além disso, o retorno do El Niño no segundo semestre pode desequilibrar a produtividade das safras ao intensificar secas no Norte e Nordeste, além de chuvas no Sul. Para contornar essas adversidades, as cooperativas vêm apostando em inovações tecnológicas próprias:

  • Coopavel: criou a primeira indústria de biodefensivos gerenciada por uma cooperativa para diminuir a dependência de químicos importados.
  • Cooxupé: implementou o projeto Sustenta Mais que une IA e mapeamento magnético de baixo custo para o manejo de cafeicultores.




Veja antes de ir:


  • Os medicamentos de GLP-1 ganharam popularidade no Brasil ao se tornarem alternativas para a perda de peso e estão revolucionando o consumo. Segundo estudo da da PwC, o mercado brasileiro das canetas emagrecedoras deve saltar de US$ 2 bilhões para US$ 9 bilhões até 2030.

  • Em parceria com a TAG Infosphere, a KPMG lançou o relatório Reinventando o orçamento da segurança cibernética. A publicação orienta líderes de tecnologia a repensarem seus investimentos em segurança digital e os alerta sobre os riscos de depender da IA para corte de gastos.

  • Um a cada oito posts com muitas interações consegue converter e causar impacto real nas vendas, revela a Kantar. Em seu relatório mais recente, a organização analisou 15 mil publicações para mostrar por que métricas de vaidade enganam os executivos.


Esta newsletter é produzida pela Wex com a curadoria de conteúdos da Coonecta,
uma empresa especialista em conteúdos para o cooperativismo.