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ANO 6 | Edição Junho 2026


A transformação digital no varejo: as tecnologias e o novo consumo

Reprodução: KPMG

Quando um ramo cresce muito rápido, algumas cooperativas podem ter dificuldades em seguir o ritmo das atualizações, tecnologias e novas governanças. É por um momento desses que passa o setor de consumo e varejo, mercado de avanço acelerado nos últimos tempos.

A KPMG avaliou como as marcas mais importantes desse ramo estão lidando com esse desafio. No Global Tech Report 2026: Consumo & Varejo, a consultoria lista as estratégias aplicadas por gestores e como se está dando o uso das novas tecnologias.

Entre as principais constatações do estudo, nota-se um investimento robusto em ferramentas digitais. Mais de 90% das lideranças entrevistadas enxergam vantagens competitivas em investir nas tecnologias. Quase todas as organizações, inclusive, já relatam retornos de US$ 250 milhões ou mais desse investimento.

A IA é outro tema recorrente no estudo. Em média, 90% das organizações já contam com agentes de IA em fluxos de trabalho. Além disso, mais de 70% planejam adotar a ferramenta em escala já no próximo ano, consolidando uma tendência de crescimento contínuo.

O mercado também vive um momento em que o uso de dados e a construção de uma boa governança são fundamentais. Com isso, surgem preocupações com segurança de dados, previsão baseada em análise e insights, e necessidade de melhora da governança. Esse último ainda não tem uma tendência de modelo: segundo a pesquisa, é algo que varia bastante. É preciso, portanto, estar de olho nas tecnologias emergentes.




Cooperativismo de crédito: como transformar proximidade em resultados nos negócios?

Muitas vezes, a equipe de uma cooperativa de crédito sabe se comunicar bem, com escuta ativa, empatia e constante disponibilidade. Mas isso não significa que os colaboradores sejam bons em fechar negócios.

No e-book Geração de negócios nas cooperativas de crédito, uma pesquisa exclusiva da Cooperativa Coletiva, publicada em parceria com a Coonecta, mais de 2.000 profissionais de cooperativas de crédito foram entrevistados para entender o que leva à dificuldade de transformar boa comunicação em resultados.

Segundo o levantamento, o problema é a falta de método e intencionalidade no relacionamento. Para saber condutas simples que geram negócios e conhecer uma metodologia que ajuda a vender com intencionalidade, baixe aqui o relatório completo!



Nova regulamentação beneficia cooperativas de seguros

Em um cenário de baixa cobertura do mercado de seguros no Brasil, são necessárias alternativas que ajudem a aumentar a proteção financeira dos brasileiros. As cooperativas de seguros, nesse contexto, ganham destaque.

Reprodução: AnuárioCoop 2025

A aprovação da Lei Complementar 213/2025 abriu espaço para a atuação do modelo em quase todos os segmentos do setor de seguros, dando acesso a áreas antes restritas apenas a outros players do mercado.

Além da maior cobertura na área de seguros, as cooperativas passam a contar com regras claras que ajudam na sua estruturação e funcionamento, graças à publicação da Resolução CNSP 492/2026 pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Enquanto milhões de pequenos empreendedores, produtores rurais e moradores de municípios do interior ainda não possuem proteção patrimonial e financeira, a entrada das cooperativas no mercado deve ampliar a oferta desses serviços e reverter esse quadro.



Cooperativas garantem acesso a R$ 3 bilhões de fundos regionais

O cooperativismo brasileiro pode comemorar uma nova conquista: a sanção da Lei Complementar nº 231/2026, que libera o acesso das cooperativas aos fundos de desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Nordeste (FNDE) e do Centro-Oeste (FDCO). Antes, o financiamento era liberado apenas às pessoas jurídicas.

O Sistema OCB prevê que as cooperativas possam acessar cerca de R$3 bilhões. Tania Zanella, presidente executiva do Sistema OCB, destacou que a lei equipara as cooperativas às demais organizações na captação de recursos. Com isso, o setor tem mais oportunidades para financiar projetos inovadores e fortalecer a economia regional.

”Estamos falando de organizações presentes em milhares de municípios, que conhecem a realidade local e têm capacidade de converter crédito em geração de renda, agregação de valor, inclusão produtiva e oportunidades para as pessoas”, refletiu Tania. Entenda mais sobre a nova lei na matéria do Globo Rural!



O risco de focar na velocidade em vez do talento na adoção de IA

O uso de novas tecnologias no ambiente corporativo trouxe um efeito colateral: as organizações estão focadas em tornar seus colaboradores mais rápidos, negligenciando o desenvolvimento profissional. Segundo o artigo publicado na Harvard Business Review, a obsessão por produtividade bruta pode criar um falso progresso.

Mas é possível mudar esse cenário! Os autores propõem um modelo de quatro etapas para integrar as habilidades humanas à capacidade das máquinas:

  • 1ª etapa: estabeleça um ponto de vista inicial. Defina com antecedência o escopo, o público-alvo e a perspectiva de resposta.
  • 2ª etapa: colabore em múltiplas modalidades. Peça para as ferramentas de IA criticarem o rascunho apresentado, comparar abordagens e simular a reação dos clientes.
  • 3ª etapa: analise as diferenças. Compare o texto escrito por você e o que a IA produziu. Identifique pontos positivos e negativos.
  • 4ª etapa: entregue com justificativa. Explique a linha de raciocínio, apontando o que a IA gerou, o que foi alterado e o porquê.



Como alinhar a inovação
com métricas que medem valor real

Reprodução: MIT Sloan Management Review Brasil

Muitas organizações falham em suas estratégias de inovação por tratar novas tecnologias como experimentos isolados, sem conexão real com os objetivos macro do negócio. Segundo Maximiliano Carlomagno, em artigo para a MIT Sloan Management Review Brasil, o problema central reside em analisar projetos inovadores com métricas tradicionais.

Para reverter esse cenário, o especialista propõe a implementação de um Sistema de Mensuração de Inovação (SMI). O framework responde a quatro perguntas essenciais: o que medir, quem mede, como medir e quando medir.

Além disso, a estrutura do SMI também conta com quatro dimensões complementares, baseadas no Innovation Scorecard: resultados, estratégia, processo e contexto. Entenda mais sobre a metodologia e como aplicá-la na MIT Sloan Management Review Brasil!




Veja antes de ir:


  • Exportação e importação são ótimas formas de crescer no mercado e se destacar para além das fronteiras de um país. Mas, para que esse processo seja seguro, é importante se proteger judicialmente. Confira quais cláusulas não podem faltar em contratos internacionais, de acordo com o artigo do NegóciosCoop.

  • Inicialmente prevista para 2025, a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) finalmente está em vigor, desde 26 de maio. As cooperativas brasileiras devem, segundo as novas regras, identificar, avaliar e gerenciar riscos psicossociais dentro do espaço de trabalho. Veja o que muda com a norma.

  • Grandes organizações, como a Meta, Cloudflare e PayPal, demitiram ou pensaram em demitir colaboradores para substituir parte do trabalho humano com o uso de IA. O mercado, agora, passa pelo chamado “efeito bumerangue da IA”. Essas organizações estão voltando atrás e recontratando funcionários para essas mesmas funções por diferentes motivos.

  • Uma nova descoberta está reescrevendo as origens do cooperativismo de crédito. Fundada em fevereiro de 1845 na atual Eslováquia, a Gazdovský Spolok precede os modelos alemães de cooperativismo financeiro. A cooperativa desenvolveu seu modelo de forma autônoma, sem influência de Rochdale. O historiador Rodrigo Trespach narra essa jornada.


Esta newsletter é produzida pela Wex com a curadoria de conteúdos da Coonecta,
uma empresa especialista em conteúdos para o cooperativismo.