ANO 6 | Edição abril 2026
A geração que não quer ser chefe
Se antes o sucesso profissional estava atrelado a ocupar um papel de chefia, essa realidade já não é a mesma. O instituto Investors in People entrevistou 2 mil profissionais no Reino Unido e identificou que mais da metade dos trabalhadores não enxerga cargos de gestão como algo aspiracional. Inclusive, 12% entendem a liderança como algo opressivo ou indesejável.

Reprodução: VC S/A
A ambição dos profissionais não sumiu, mas com certeza mudou de forma. O que explica esse fenômeno é a busca das novas gerações pelo bem-estar e por um estilo de vida mais equilibrado, algo que parece ser oposto aos cargos de chefia, acompanhados de sobrecarga e alta responsabilidade emocional sobre as equipes.
As consequências desse movimento, se não levadas a sério pelas cooperativas, podem gerar problemas graves de engajamento. Dados da Gallup mostram que a liderança é um dos principais fatores da participação ativa do time, responsável por 70% do engajamento.
Além disso, apenas 10% das pessoas têm talento natural para a liderança. O processo de ser promovido, para muitos, não é um desejo, e sim uma escolha influenciada pela pressão cultural. A boa notícia é que existem caminhos alternativos, como mostra a reportagem completa do VC S/A.
O melhor tipo de liderança é cooperativa
As melhores lideranças não são construídas no confronto, e sim na harmonia. Segundo o sensei Kei Izawa, táticas coercitivas não têm mais espaço. Em vez disso, o verdadeiro sucesso vem da adaptabilidade e do poder da empatia. Os atributos que ele atribui a um bom líder têm tudo a ver com a liderança cooperativista:
- Cooperação, não competição: em vez de adotar uma postura de defesa, é possível usar a força para criar novas oportunidades e mudar a forma de agir. Nas cooperativas, todos são vistos como iguais. Os esforços são para o bem maior, afinal.
- Liderar para o bem comum: o autor cita a filosofia Zen-no-Junkan, baseada na crença de que ninguém prospera sem beneficiar os outros. A ideologia vai ao encontro do princípio cooperativista de interesse pela comunidade.
- Gestão democrática é benéfica para os negócios: para Izawa, um dos grandes problemas das lideranças acontece quando as vozes e percepções vitais da linha de frente não conseguem chegar ao topo. Dentro das cooperativas, a gestão democrática facilita essa comunicação, dando espaço para todos.
Como escolher e desenvolver novos líderes?
Escolher novas lideranças para cooperativas não se resume a atribuir o cargo de chefe a algum colaborador. Esse processo começa muito antes, identificando os funcionários mais adequados e preparando-os para a sucessão.
Tal prática, conhecida como planejamento sucessório, é essencial para determinar o futuro da instituição, garantindo que as novas lideranças sigam o legado e os princípios da cooperativa ao mesmo tempo em que investem no crescimento e na inovação dos negócios.
Ao estruturar um plano de ação, identificar líderes em todos os níveis da cooperativa e selecionar o que é esperado de cada um, a decisão de quem chega aos cargos de liderança fica mais fácil e eficaz. O NegóciosCoop mostra como escolher e capacitar as novas lideranças do cooperativismo.
Identificação e relevância: o novo cenário das mídias digitais

Reprodução: Deloitte
Se antes um orçamento alto era sinônimo de qualidade, hoje o público prefere identificação e relevância. Conteúdos autênticos, que costumavam ser o padrão, tornam-se agora um diferencial em um mercado saturado por IA. Essas e outras tendências foram observadas pela Deloitte em seu novo estudo Tendências de mídias digitais 2026.
A pesquisa feita em âmbito global mostra quais são as principais questões e oportunidades do mercado de mídia deste ano. Além disso, o levantamento traz quais os impactos esperados do mercado graças às mudanças tecnológicas e quais cuidados devem ser tomados para fortalecer a resiliência das mídias e do entretenimento.
Segundo a pesquisa, o termo “qualidade” está mudando de definição. Altos investimentos e recursos abundantes costumavam ser o suficiente para um conteúdo ser considerado bom, mas isso mudou.
Com a alta competitividade, criadores que conseguem gerar identificação e personalização vão sair na frente. Os chamados fandoms, comunidades online de fãs, agora são uma peça-chave para se destacar na concorrência.
A dinâmica multiplataforma exige uma estratégia que contemple a jornada completa do usuário. Redes sociais, streaming, TV, games e eventos: tudo deve ser considerado na hora de produzir conteúdos, com uma visão unificada, sem deixar de dar atenção a cada setor.
Como usar a Copa do Mundo para se conectar com o público online?
Dos mais fanáticos por futebol até aqueles que não costumam acompanhar o esporte: a Copa do Mundo tem o poder de reunir todos na frente da televisão para torcer pela seleção. Em 2026, a estimativa é que 5 bilhões de espectadores acompanhem a competição. A data representa uma grande oportunidade para as cooperativas se conectarem com os consumidores brasileiros.
Um relatório da Kantar aponta que 77% dos consumidores pretendem acompanhar os jogos, e os principais formatos para assistir ao torneio são TV aberta, TV por assinatura e streaming. Mas, ao mesmo tempo que assistem aos jogos, telespectadores ficam conectados às redes sociais para acompanhar notícias, memes e melhores momentos.
A análise da Kantar conclui que usar gamificação e redes sociais pode ser uma aposta certeira para conquistar o público durante a Copa. Principalmente os jovens e os nativos digitais estarão interagindo com quizzes, enquetes e experiências em tempo real.
Histórias inspiradoras de experiência do cliente para cooperativas

Reprodução: Coonecta
Novas ferramentas, inovação na comunicação e uso de dados estão transformando a forma como a experiência do consumidor ocorre. Por um lado, as tecnologias geram dados que facilitam a compreensão do comportamento do público. Por outro, o atendimento e a proximidade com o cliente sofrem novos desafios.
O mercado vive um momento em que a Customer Experience (CX) nunca foi tão relevante. É preciso garantir experiências satisfatórias, que integrem o digital ao físico, com uma jornada positiva de ponta a ponta.
As cooperativas, neste mercado, já têm um benefício: o trabalho centralizado nas pessoas. É preciso modernizar esse aspecto para crescer e se destacar no mercado. O report “32 cases de experiência do cliente”, da Coonecta, traz exemplos dentro e fora das cooperativas para inspirar e ensinar as melhores práticas de CX.
Os estudos de caso mostram como aperfeiçoar o uso de IA, a integração phygital, a humanização do atendimento, a segurança e muitos outros aspectos para cooperativas de todos os ramos. Baixe o material completo por aqui.
Bets e fraudes no Pix: BC alerta para riscos de governança no cooperativismo de crédito

Divulgação: Sistema OCB
No seminário SNCC em Transformação, representantes do Banco Central discutiram o crescimento do cooperativismo de crédito e as dificuldades que acompanham esse processo.
Mais do que nunca, é necessário dar atenção à governança. Segundo especialistas, não pode haver espaço para amadorismo, estagnação técnica de gestores ou conselhos lenientes.
O vício em bets, as fraudes no Pix e a infiltração do crime nas cooperativas acendem um alerta para a necessidade urgente de cibersegurança. “Muitos pensam, quando falamos de hacker, que é aquele jovem de faculdade que quer aparecer. Não, estamos falando de crime organizado mesmo”, alertou Cavalcante Neto, chefe do Degef/BC.
Sistema OCB lança 3ª edição da Pesquisa de Inovação no cooperativismo
Buscando conhecer o contexto de inovação no cooperativismo, o Sistema OCB lançou a 3ª edição da Pesquisa de Inovação no Cooperativismo Brasileiro. A ideia é entender quais tecnologias estão sendo desenvolvidas e qual é o orçamento destinado à inovação.
A última edição da pesquisa apontou que, apesar de 87% das coops terem consciência da importância de inovar, a porcentagem de programas destinados à inovação e a participação dos colaboradores são baixas. O relatório anterior também expôs a falta de cultura da inovação no cooperativismo, fator que atingiu a nota 6,4 de 10.
A nova edição é fundamental para o Sistema OCB mapear a evolução dos indicadores. A organização recomenda que apenas um representante de cada cooperativa responda ao questionário, que estará disponível até o dia 10 de julho por meio deste link!
Brasil lidera revolução dos pagamentos digitais com diferencial cooperativo
O Brasil está liderando a revolução dos pagamentos digitais da América Latina, e não é apenas por causa do Pix. O Report “O futuro dos pagamentos digitais na América Latina” conversou com 1.023 líderes de 20 países para entender as mudanças na região.

Reprodução: Topaz
A pesquisa apontou os pagamentos instantâneos universais e gratuitos, o ecossistema de bancos digitais e a agenda de inclusão financeira com foco no cliente como responsáveis pela transformação no cenário financeiro latino. No entanto, a tecnologia por si só não garante a integração.
O relatório enfatiza que a sustentabilidade da revolução também depende da educação financeira, e quem lidera essa vertente no Brasil são as instituições tradicionais e as cooperativas de crédito. Segundo o levantamento, 45% dos bancos e cooperativas implementam medidas educacionais, contra 18% das fintechs e neobancos.
Veja antes de ir:
- Quando o assunto é liderança, surgem diversos gurus com dicas milagrosas, mas o que a ciência diz sobre ser um líder? O episódio do podcast Naruhodo “O que é liderança?” discute esse tópico. Acompanhe o bate-papo na íntegra!
- O novo relatório da KPMG aborda a evolução da materialidade ESG para o conceito de dupla materialidade. A mudança exige que as organizações analisem seu impacto no mundo e a influência dos fatores socioambientais na saúde financeira. Baixe o material completo e confira os insights.
- Para aproveitar o potencial das IAs, como o ChatGPT e o Gemini, é preciso desenvolver prompts estruturados e profundos. Diante disso, a Fast Company separou três comandos que podem auxiliar na obtenção de análises mais estratégicas.
- Em abril é celebrado o Dia Mundial da Saúde, e o modelo cooperativista do Brasil se destaca nessa área. Com 699 coops, mais de 270 mil cooperados e 25 milhões de usuários, o cooperativismo de Saúde brasileiro é o maior do mundo.
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