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ANO 6 | Edição março 2026


Amy Webb: a visão da maior futurista da atualidade sobre o potencial do Brasil


Foto: Stephen Olker/Divulgação SXSW

Amy Webb, futurista americana e CEO do Future Today Institute, acredita que as transformações tecnológicas representam uma oportunidade de desenvolvimento para países emergentes - entre eles, o Brasil. Em entrevista à Exame, Webb afirmou que a convergência entre tecnologias tem potencial para modificar a estrutura de poder global, abrindo caminhos econômicos para o país.

"Essas oportunidades têm a ver com data centers, minerais de terras raras e mudanças na agricultura e no trabalho. Tudo isso pode se tornar grandes motores econômicos para o Brasil", declarou a especialista.

O futuro, diz Webb, será definido pelo encontro simultâneo de várias tendências tecnológicas, como inteligência artificial, biotecnologia, automação, novas cadeias de energia e transformações demográficas.

Nesse contexto, o Brasil e a Índia, duas economias emergentes com talento e uma grande comunidade de negócios, têm potencial para uma nova parceria capaz de fortalecer ambas as nações.

Mas para que os negócios brasileiros possam crescer, é importante trabalhar pensando no futuro. “Toda organização precisa ser capaz de fazer as coisas de curto prazo do negócio, as operações táticas e a execução. Mas também precisam fazer estratégia”, explica a futurista, alertando que a maioria ainda não trabalha com estratégia de longo prazo.

Nesse cenário, pensar no futuro começa na tomada de decisões hoje. Webb afirma que um dos maiores erros cometidos por profissionais hoje é apostar em uma tecnologia apenas pelo medo de ficar de fora, sem um plano de negócios estruturado.


Tendências de gestão que vão impactar o mundo dos negócios até 2035

A gestão enfrenta desafios complexos, cenários voláteis e constantes mudanças. Hoje, não basta administrar o presente: também é preciso ter a habilidade de se preparar para o futuro, identificar tendências, e se adaptar às novas realidades.

Diante disso, o professor e consultor de inovação Luís Rasquilha listou as 12 tendências que devem ser o paradigma nos próximos dez anos em sua coluna da MIT Sloan Management Review Brasil. Entre elas estão:

  • Pós-taylorismo: o taylorismo marcou profundamente as organizações durante mais de um século, determinando a divisão de tarefas, hierarquia verticalizada e busca por eficiência como prioridades. Na complexidade do mundo atual, surge o pós-taylorismo propondo a organização dos negócios baseada em flexibilidade, colaboração e adaptação contínua.
  • Ambidestria corporativa: trabalhar com o presente não é suficiente. As cooperativas devem estar, ao mesmo tempo, se preparando para o futuro. Manter esse equilíbrio se chama ambidestria corporativa, ou seja, a habilidade de gerir, em simultâneo, a eficácia dos processos atuais e a exploração de novas tendências.
  • Lifelong learning: os profissionais devem estar em constante aprendizado, seja qual for o seu cargo. Os líderes devem atuar como mentores para os seus colaboradores, criando um ambiente de desenvolvimento contínuo. Além de ensinar, os líderes devem investir em seu próprio desenvolvimento.




A igualdade de gênero no mercado de trabalho

Foi publicada a 15ª edição do Women in Work Index, pesquisa da PwC sobre a igualdade de gênero no mercado de trabalho. São 33 países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) analisados para entender como anda o progresso para uma realidade mais igualitária para homens e mulheres.

Na pesquisa deste ano, o Reino Unido lidera o ranking dos países G7. O país apresentou uma melhora na participação das mulheres na força de trabalho e na diferença salarial entre os gêneros. A Islândia, porém, fica em primeiro lugar na lista mundial, ocupando o pódio com Luxemburgo e Nova Zelândia. Os últimos lugares são ocupados por México, Coreia, Chile, Itália e Grécia.


Reprodução: PwC


5 tendências estratégicas fundamentais para o cooperativismo de crédito em 2026


Reprodução: Coonecta

Para crescer e prosperar, o cooperativismo de crédito brasileiro precisa estar atento às mudanças e tendências. O report Agenda estratégica das cooperativas de crédito da Coonecta aborda os temas que devem guiar o planejamento das coops em 2026.

O destaque vai para a adoção estratégica da inteligência artificial além da automação, buscando aplicar a tecnologia no atendimento e no backoffice. O relatório também aponta a tendência das cooperativas de aumentar a presença física sem abandonar o digital.

Além disso, o documento traz à tona temas estratégicos para o Ramo, como os impactos da alta nas recuperações judiciais no agronegócio, a expansão da rede de atendimento presencial na contramão dos bancos, a consolidação do movimento de fusões e incorporações e a busca pela diversificação de receitas para além das operações de crédito.

  • Baixe o relatório completo aqui e confira detalhes estratégicos sobre as tendências para o cooperativismo de crédito brasileiro em 2026!


Quem são as mulheres mais poderosas do Brasil?


Divulgação: Sistema OCB

A Forbes lançou a nova edição da lista de mulheres mais poderosas do Brasil. Abrangendo desde grandes nomes do entretenimento até as responsáveis por descobertas inovadoras na ciência, essas mulheres se destacaram nas suas áreas de atuação com histórias inspiradoras.

Um reconhecimento especial vai para dentro do cooperativismo: Tania Zanella, presidente executiva da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), foi reconhecida como uma das lideranças femininas com maior influência e impacto na economia e na sociedade.

"Ter esse trabalho reconhecido reforça que estamos no caminho certo, fortalecendo as cooperativas e ampliando nosso impacto no país. Iniciativas que destacam lideranças femininas são essenciais para inspirar mais mulheres a ocupar espaços estratégicos e construir um mercado mais igualitário", ela declarou.



A agenda Institucional do Cooperativismo para 2026: Reforma Tributária e novas áreas de atuação


Divulgação: Sistema OCB

O Sistema OCB lançou a Agenda Institucional do Cooperativismo 2026, o principal meio de comunicação e fomento de ideias da entidade com os Três Poderes para defender as demandas do setor cooperativista. O documento reúne as principais demandas do cooperativismo brasileiro com foco em superar desafios e ampliar sua atuação.

Durante o evento de lançamento da Agenda Institucional, o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, abordou algumas propostas.

Entre as prioridades destacadas, temos a regulamentação da Reforma Tributária, a modernização da jornada de trabalho e a regulamentação das leis que viabilizam e ampliam a atuação das cooperativas de seguros e telecomunicações.



Veja antes de ir:


  • Educação cooperativa e a inovação andam juntas! Em artigo para o InovaCoop, Maíra Santiago, diretora-presidente da Cooperativa Coletiva, pontua o papel da educação para quebrar paradigmas e resolver problemas reais da sociedade.

  • As tarifas deixaram de ser apenas custos tributários para se tornarem peças estratégicas em alianças corporativas. O novo relatório da Deloitte aborda o impacto dessas tarifas e como os líderes podem se beneficiar.

  • A América Latina é um mercado em potencial para o cooperativismo brasileiro. Para conquistar esses consumidores, é preciso entender seu comportamento. Assim sendo, o NegóciosCoop aborda mais detalhes sobre o comportamento dos compradores latino-americanos e quais são os maiores mercados!


Esta newsletter é produzida pela Wex com a curadoria de conteúdos da Coonecta,
uma empresa especialista em conteúdos para o cooperativismo.