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ANO 6 | Edição fevereiro 2026


Agilidade, multiformatos e impacto emocional dominam a comunicação em 2026


Carla Pistori, diretora de Corporate Affairs da Royal Canin. Divulgação: Grupo In Press

Em um mundo de multimídias, conquistar a atenção do público se tornou um dos maiores desafios da comunicação. Seja com um post curto ou em 10 segundos de vídeo, as marcas devem capturar um usuário que transita por múltiplas telas, notícias, plataformas e espaços sociais ao mesmo tempo.

No ano de 2026, porém, esse desafio se amplia. Agora não basta apenas ter a atenção do público: é preciso ganhar sua afinidade. O Grupo In Press reuniu profissionais da área para listar as principais tendências de comunicação para 2026. Entre elas, destacam-se:

  • Humanidade, afinidade e propósito: discurso não segura mais o consumidor, é necessário manter a coerência nas ações. Este ano inaugura a chamada “era da afinidade”, em que vulnerabilidade, escuta ativa e presença emocional serão diferenciais competitivos para manter o público engajado.
  • Reputação e performance formam uma integração definitiva: a convergência entre reputação, negócio e consumo se torna maior do que nunca. Em 2026, a comunicação de uma marca e a sua relação com comunidades passam a influenciar a jornada completa. É preciso se basear em dados para crescer e entender que presença emocional é um novo KPI indispensável.
  • Presença em multiformatos: o consumo fragmentado dos conteúdos exige que as marcas estejam presentes, de forma estratégica, em diversas plataformas. O maior desafio é manter a profundidade das relações sem perder a agilidade.
Não será um ano simples para a comunicação, mas as cooperativas que souberem se posicionar em um mercado multiformato, ágil e imprevisível podem construir relações verdadeiras e longevas com sua comunidade e associados.


Desafios e oportunidades para cooperativas agropecuárias em 2026


Foto: Pixabay

Enquanto 2025 foi um ano de crescimento do agronegócio, 2026 chega com necessidade de cautela. A digitalização, os juros altos e a rastreabilidade configuram um cenário mais desafiador e, para se manterem fortes, as cooperativas devem equilibrar diversas demandas do mercado simultaneamente.

Após a COP30 no Brasil, a sustentabilidade se tornou indispensável. O cuidado com o meio ambiente e o aumento da produtividade devem andar lado a lado, e o crescimento dos negócios não pode vir à custa de uma produção não ecológica.

Outra grande influência nas cooperativas agropecuárias em 2026 é o acordo Mercosul-UE. Depois de mais de 25 anos, o acordo comercial entre os blocos Mercosul e União Europeia já foi assinado e, com a redução de tarifas, o fluxo comercial internacional deve crescer - assim como as exigências legais.

Com tantas novidades, o ano de 2026 traz boas oportunidades para as cooperativas agropecuárias. É preciso, porém, estar precavido e atento ao que acontece no Brasil e no mundo.



Sobre os escombros das incertezas, cooperativas agropecuárias se consolidam

Cooperativas passam a ocupar os espaços deixados após uma crise que abalou as principais revendas agrícolas do país, mostrando a força que esse modelo de negócios tem na agropecuária brasileira, graças à atuação coletiva e à verticalização industrial.

O primeiro exemplo é a cooperativa Lar, que anunciou o arrendamento de cinco lojas de insumos agrícolas no noroeste do Paraná. Antes pertencentes à rede de vendas Agrogalaxy, as lojas que haviam sido fechadas voltam à ativa com a ajuda do cooperativismo.

Outro caso de sucesso é o da Coamo, que comprou quatro armazéns de grãos que pertenciam a um fundo imobiliário do Pátria, com operação da Belagrícola. Quando a rede de revendas anunciou recuperação judicial, a cooperativa agrícola conquistou o espaço, expandindo o raio de atuação para o Norte Pioneiro.


Brasil marca presença com 21 cooperativas no ranking World Cooperative Monitor 2025

O Brasil se destacou na nova edição do World Cooperative Monitor da Aliança Cooperativa Internacional (ACI). A publicação reuniu as 300 maiores cooperativas por faturamento absoluto e sobre o PIB per capita, com 13 coops brasileiras na primeira categoria e 21 na segunda.


Divulgação: Unimed

Além disso, o cooperativismo brasileiro representou o país nos rankings setoriais de saúde, agro e crédito. O Sistema Unimed, por exemplo, ficou em primeiro lugar na categoria Educação, Saúde e Trabalho Social e na quarta posição da lista geral sobre o PIB per capita.

Outras cooperativas, como Sicredi, Sicoob e C.Vale, também estão presentes no ranking. Confira o artigo da Coonecta para saber mais sobre a presença das cooperativas brasileiras no World Cooperative Monitor 2025!


Como a corrida por recursos pode trazer oportunidades e riscos

A EY compartilhou um novo estudo que aponta grandes mudanças na corrida por recursos. A pesquisa, intitulada Novas fronteiras: Os recursos do futuro, aponta para as mudanças climáticas, a tecnologia e a geopolítica como responsáveis.

A combinação desses fatores está derrubando as fronteiras e transformando o espaço, a terra e o mar em ativos estratégicos. Prova disso é o aumento no número de satélites em órbita de 3.300 em 2020 para cerca de 13 mil em 2024. Isso está acontecendo, pois os obstáculos financeiros e técnicos estão diminuindo.

Já no Ártico, o derretimento do gelo abre novas rotas comerciais, enquanto os oceanos e o subsolo são explorados em áreas pouco regulamentadas. Segundo a análise, a corrida cria novas oportunidades econômicas, mas amplia riscos ambientais e conflitos geopolíticos.


Contratação de gerentes e diretores está em queda desde 2020

Mesmo com o mercado de trabalho aquecido, alguns cargos estão sendo eliminados. Segundo dados do Caged, Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, os afetados são os candidatos às vagas de gerência e diretoria. Desde 2020, o Brasil eliminou, no total, 322 mil vagas de gerência e diretoria.




Créditos: Folha de S. Paulo / Caged

A queda nos cargos de gerência e diretoria foi causada pelo processo de modernização e redução de custos nas organizações. De acordo com Leonardo Berto, gerente regional da consultoria de recrutamento Robert Half, a mudança também foi influenciada pela especialização dos trabalhadores e pela alta taxa de juros.

No entanto, Berto acredita que, apesar da queda na contratação de gerentes e diretores, há a redistribuição de vagas: “A mão de obra passou a ser absorvida de outras formas, como em funções de consultor ou analista, que envolvem algum nível de liderança”.



Veja antes de ir:


  • A IA já mudou muito em apenas um ano - e sua utilização também. Novas aplicações entraram no top 10, enquanto outras caíram bastante na classificação feita pela Filtered. Confira mais detalhes sobre os usos da IA em 2025 aqui!

  • Apesar da quantidade de tecnologias e IAs no mercado, as pessoas estão priorizando a vida analógica. Além de preferirem uma vida fora das redes sociais, os internautas também buscam experiências que promovam conexão com as marcas. Saiba mais na reportagem da Forbes!

  • O consumo na América Latina está aumentando, porém os consumidores estão cada vez mais cautelosos e exigentes. Boa parte do público está em busca de opções sustentáveis, enquanto controla as finanças. Veja a análise completa.


Esta newsletter é produzida pela Wex com a curadoria de conteúdos da Coonecta,
uma empresa especialista em conteúdos para o cooperativismo.