ANO 6 | Edição janeiro 2026
A era da Experiência Total: o futuro da experiência do cliente

Divulgação: KPMG
A pesquisa Global Customer Experience Excellence 2025-2026 da KPMG revela que o mercado tornou a excelência na experiência do cliente uma prioridade. Cerca de 60% das marcas líderes aumentaram sua pontuação no levantamento, mostrando o comprometimento com os compradores.
No entanto, oferecer experiências isoladas não é mais um atrativo: a chave está em combinar pessoas, ações e tecnologia. Essa camada única de experiência, que unifica funcionários, clientes, parceiros e canais digitais, pode ser chamada de Experiência Total.
Segundo a consultoria, a consolidação desse novo ecossistema depende de seis princípios universais potencializados pela tecnologia. Os Agentes de IA auxiliam o time a integrar os pilares e sustentar a Experiência Total. Os princípios universais da Experiência Total são:
- Personalização
- Empatia
- Expectativas
- Resolução
- Tempo e esforço
- Integridade
Ao focar nesses pilares, as marcas deixam de focar na satisfação momentânea de seus clientes e geram o chamado Valor Total. O modelo oferece benefícios mensuráveis não apenas aos clientes, mas também aos funcionários, construindo relações leais e eficientes.
As tendências de marketing para 2026
Você sabe o que esperar das tendências de marketing para 2026? De acordo com o relatório Marketing Trends 2026, da Kantar, a aposta está no protagonismo das Inteligências Artificiais como base da linguagem e operações do setor.
O foco central para o novo ano está na transição para os agentes de IA em escala, já que 24% dos usuários da IA já utilizam um assistente de compras alimentado por ela. A mudança exige que as marcas passem a interagir com consumidores não humanos, sem perder a comunicação com os clientes nos canais tradicionais.
Além disso, os times de marketing terão que tornar sua marca conhecida pelas IAs com a Otimização para Motores Generativos. Com narrativas moldadas em conjunto às novas tecnologias, a organização será recomendada a potenciais clientes.
Paralelamente ao avanço tecnológico, a consultoria enfatiza a importância de conexões humanas e do propósito. Com esse pensamento, tendências como pequenos luxos diários e o fortalecimento de microcomunidades digitais estão em alta.
Investir em liderança feminina gera prosperidade nos negócios

Crédito: Women in Work/PwC
Desde 2011, a PwC monitora a diversidade de gênero nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Graças à maior inserção das mulheres no mercado de trabalho e à redução da diferença salarial, a consultoria percebeu que tais regiões tiveram um aumento na produtividade e no desempenho. Os números comprovam: mais mulheres geram mais desenvolvimento.
Devido à maior participação feminina no mercado de trabalho, o Reino Unido obteve um aumento médio da produtividade de 0,3% por ano, de 2011 até 2023, segundo pesquisa da PwC. E o aumento estimado no PIB da região até 2030, caso as taxas de participação feminina continuem crescendo nesse ritmo, é de £ 43,5 bi – equivalente a 315,0 bilhões de reais.
Nova NR-1: saúde mental vira obrigação de instituições brasileiras
Maio de 2026 marcará uma data importante para o mercado de trabalho brasileiro. Nesse mês, passa a valer a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que reconhece oficialmente os chamados riscos psicossociais.
Apesar de as discussões sobre saúde mental no trabalho já estarem em alta há tempos, esse tópico agora é indispensável para as instituições. Elas devem zelar pelo emocional dos seus colaboradores, pois estão sujeitas a auditorias, fiscalização e multas caso não ofereçam um ambiente seguro e saudável.
"A NR-1 é, hoje, uma resposta de socorro para um cenário de adoecimento coletivo, principalmente ligado à saúde mental", afirma a advogada trabalhista Yara Leal Girasole em entrevista para o portal da revista EXAME. Dados mostram que, cada vez mais, os profissionais têm se afastado do trabalho por transtornos psicológicos.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 12 bilhões de dias úteis por ano são perdidos por conta de ansiedade e depressão. Diante disso, as instituições precisam investir em letramento emocional para lideranças, além de oferecer um modelo de trabalho sustentável e equilibrado.
As dimensões da prosperidade no Brasil e o poder do cooperativismo
Em parceria com o Datafolha, o Sicredi realizou uma pesquisa para entender como os brasileiros definem prosperidade. O estudo apontou que, embora a dimensão econômica seja a base do conceito de prosperidade, com 39% de relevância, não é o único significado.
Quem fica em segundo e terceiro lugar são a dimensão psicológica, com 26%, e a dimensão espiritual, com 21%, respectivamente. O dinheiro é visto como um meio para atingir novas oportunidades, como educação, cultura e saúde.
Já quando o assunto é a autopercepção, 41% da população se considera muito próspera, enquanto o restante se divide entre um patamar intermediário e baixo. Além disso, o levantamento revela que brasileiros que se relacionam com cooperativas de crédito se sentem mais prósperos do que os que são atendidos por outros tipos de instituição financeira.

Fonte: Pesquisa Prosperidade para os Brasileiros - Sicredi/Datafolha
O cooperativismo como garantidor da estabilidade no agronegócio
O agronegócio brasileiro inicia 2026 com um grande impasse. Embora a Conab estime uma safra de 354,4 milhões de toneladas, a rentabilidade do produtor tende a diminuir, comprometendo o ciclo produtivo.
De acordo com Roberto Rodrigues, Embaixador Especial FAO para o Cooperativismo, o ano será um teste de sobrevivência devido aos altos juros, à queda nos preços das commodities e ao aumento do custo de produção. Além disso, o setor enfrenta as consequências do acordo UE-Mercosul e a sobretaxa da China sobre a carne bovina.
Diante de tanta incerteza, o cooperativismo surge como alternativa para estabilidade no campo. Para Rodrigues, as cooperativas são capazes de conectar os pequenos e médios produtores rurais ao mercado tecnológico e garantir acesso a créditos com melhores condições.
"Em países como Holanda e França, o crédito cooperativo domina o sistema. No Brasil, é a alternativa mais saudável diante dos juros elevados dos bancos tradicionais", refletiu em entrevista para a Forbes.
Veja antes de ir:
- Após 2025 ser considerado o Ano Internacional das Cooperativas, a ONU decidiu manter a celebração desse modelo de negócios a cada dez anos. A entidade colocou a data na sua agenda decenal, reconhecendo a importância do cooperativismo no desenvolvimento econômico sustentável.
- O modelo Flywheel está transformando o jeito de pensar o Marketing com uma lógica mais dinâmica e centrada no relacionamento contínuo. A Amazon, por exemplo, aplica esse método - e as cooperativas também podem fazer proveito dele. O InovaCoop explica como!
- Para se consolidar no mercado, apostar em inovação é crucial. Mas antes de dar um passo à frente, é importante analisar se os produtos, serviços e operações inovadores são, de fato, rentáveis. Para garantir que vale a pena investir tempo e dinheiro em uma inovação, confira como avaliar a sua viabilidade e ROI.
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