ANO 5 | Edição Novembro 2025
COP30 reforça a importância do cooperativismo para liderar um futuro sustentável

Divulgação / Sistema OCB
Na última sexta-feira (21), a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) encerrou sua edição em Belém. O Brasil recebeu governos, profissionais, instituições e lideranças sociais do mundo todo para discutir soluções em busca da preservação do meio ambiente e a justiça climática. O cooperativismo marcou presença, se consolidando como agente essencial no desenvolvimento de iniciativas sustentáveis.
No Ano Internacional das Cooperativas, a COP30 foi palco de debates que mostraram a importância do modelo de negócios cooperativista. O painel "Cooperativismo, inovação e baixo carbono – caminhos para a segurança alimentar global" levou dados e relatos que comprovam que, para lidar com a crise climática global, é preciso apostar em uma agricultura sustentável, científica e cooperativa.
"Desenvolvimento, inclusão e sustentabilidade se constroem com cooperação, e o cooperativismo está pronto para entregar ao Brasil e ao mundo soluções concretas para os desafios do século XXI", afirmou Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB.
Um exemplo concreto foi narrado por Bazílio Wesz Carloto. O presidente da Coopernorte levou um case para mostrar como é possível transformar ambientes quando a ciência guia o caminho. Ele relatou a trajetória de Paragominas, um município no estado do Pará que enfrentava estagnação econômica e pastagens degradadas após o fim de um ciclo madeireiro que durou três décadas:
"A Coopernorte nasceu em um cenário em que o ciclo da madeira tinha se encerrado. Desmatar nunca foi opção. A agricultura só conseguiu se consolidar recuperando esses pastos. O solo a gente constrói com pesquisa, tecnologia e persistência", afirmou.
Durante os 13 dias de evento, o cooperativismo evidenciou sua força e compromisso em contornar os impactos no meio ambiente. O setor mostrou que já opera com tecnologia, inclusão e responsabilidade.
Cooperativas e seguros se unem para enfrentar desastres climáticos

Divulgação / CNseg
No Fórum de Sustentabilidade em Cooperativismo e Seguros, promovido pela CNseg em parceria com o Sistema OCB durante a COP30, especialistas discutiram a importância da integração entre cooperativas e o mercado segurador para responder aos riscos climáticos que atingem o Brasil.
"O cooperativismo e o setor de seguros têm o objetivo de proteger comunidades e construir um futuro mais justo para o país", afirmou Roberto Santos, presidente do Conselho Diretor da CNseg. Tania Zanella, superintendente do Sistema OCB, também reforçou o impacto das cooperativas nesse mercado.
Por fim, Alexandre Barbosa, diretor-executivo de Estratégia, Sustentabilidade, Administração e Finanças do Sicredi, disse que o seguro "oferece ao associado as ferramentas necessárias para planejar seu negócio de forma sustentável, tanto econômica quanto ambientalmente".
Acordo climático da COP30 propõe avanços, mas sofre críticas

Bruno Peres / Agência Brasil
O fim da COP30 gerou um balanço ambíguo. Apesar do acordo climático aprovado pela cúpula ter mencionado novas metas de financiamento climático e maior transparência nos relatórios de emissão de gases, o texto final também apresentou omissões.
O acordo não firmou um compromisso claro sobre a eliminação progressiva de combustíveis fósseis, o que deixou diversos representantes frustrados. André Corrêa do Lago, presidente da COP30, reconheceu que as ambições de diversos participantes não foram atendidas. Colômbia, Panamá e Uruguai explicitaram suas objeções.
No entanto, apesar do descontentamento manifestado por diversas delegações, o texto foi aprovado. O resultado da cúpula sinaliza que a comunidade global está distante de um consenso para uma ação climática ambiciosa e imediata.
Além disso, a cúpula também solicita que as nações ricas pelo menos tripliquem o financiamento para apoiar os países em desenvolvimento na adaptação a um mundo em aquecimento.
O mundo está mudando, assim como os CEOs
A 11ª edição do KPMG 2025 CEO Outlook revela que, apesar dos cenários geopolíticos instáveis, as pressões econômicas crescentes e as questões regulatórias complexas, os CEOs dessa geração conseguem operar em um estado constante de disrupção.
Os profissionais vêm liderando com um otimismo cauteloso, investindo de maneira assertiva em tecnologia e talentos. Graças a esse perfil, 79% dos entrevistados pela pesquisa acreditam no crescimento de suas próprias organizações.
As novas lideranças entenderam que a volatilidade do mercado é fruto das transformações e avanços tecnológicos. Para lidar com isso, os CEOs precisaram de algumas mudanças na mentalidade:
- IA é vista como decisão estratégica: a inteligência artificial não é mais vista apenas como experimentação - agora ela faz parte das agendas das instituições.
- Foco no capital humano: para crescer, CEOs têm apostado em talentos. A capacitação e atração de colaboradores especializados em IA se tornaram prioridade.
- Liderando com resiliência: para liderar em cenários de incertezas e constantes mudanças, o novo atributo essencial para os profissionais é a resiliência.
O perigo do tédio

PeopleImages / Canva
O burnout é bastante conhecido no mundo corporativo, afinal, caracteriza o esgotamento profissional dos colaboradores causado por estresse crônico e exaustão física e mental. No entanto, também é preciso se preocupar com o tédio excessivo.
Segundo a Forbes Brasil, a falta de desafios e a monotonia causam o boreout. Nesse caso, os colaboradores perdem o interesse quando não há conexão com o trabalho ou quando realizam as mesmas tarefas repetidamente.
Para evitar a evasão de trabalhadores, as lideranças devem incentivar os colaboradores, oferecendo benefícios, novas oportunidades e desafios, além de escutar os colaboradores. Com profissionais motivados e engajados, o tédio não será mais um problema.
Líder, você deveria celebrar suas conquistas
Muito se fala sobre a importância de aprender com os erros. De fato, é essencial que líderes saibam enxergar e corrigir equívocos para conseguir evoluir. Mas é preciso, além disso, saber reconhecer suas vitórias e sucessos. A maioria dos profissionais de gerência tem dificuldade de perceber - e celebrar - suas conquistas.
Mas a humildade vem com um alto custo. Estar em constante crescimento, sem perceber seus avanços, pode gerar estresse, falta de motivação, menos resiliência e maiores riscos de burnout. A reportagem de Lan Nguyen Chaplin, para o Harvard Business Review, revela o que leva esses profissionais a não celebrarem suas conquistas, e como é possível reverter essa situação.
As altas pressões e responsabilidades são uma barreira para enxergar o próprio caminho, dificultando tirar um tempo para refletir sobre seus feitos. Uma dica para mudar esse cenário é deixar os resultados positivos mais visíveis, criando uma lista de fácil acesso.
Enxergar sua caminhada com orgulho e celebração não é algo banal. É importante ter a clareza do seu impacto para seguir motivado e ir atrás do crescimento pessoal e profissional.
Reforma do setor elétrico: mudanças e oportunidades para as cooperativas
A recente aprovação da reforma no setor elétrico pelo Congresso Nacional sinaliza mudanças estruturais que consolidam a matriz energética e abrem caminho para o crescimento das cooperativas de energia.
O ponto central, e mais interessante para as coops, é a abertura gradual do Mercado de Livre Energia para residências e pequenos comércios. O movimento está previsto para acontecer entre 2027 e 2028 e promete a oportunidade de escolha do fornecedor.
Com um histórico de 906 cooperativas que já produzem sua própria energia e mais de 385 MW de potência instalada em 2024, o cooperativismo é um agente-chave na transição energética.
Com os princípios cooperativistas em mente e projetos inovadores, as coops engajam a comunidade e podem oferecer energia limpa e sustentável para todos. Entenda mais sobre a proposta e o papel do cooperativismo no artigo do NegóciosCoop!
Veja antes de ir:
- O Cooptech Crédito 2026 vai discutir a gestão do equilíbrio, isto é, obter resultados sem perder a essência cooperativista. Com a presença de nomes de dentro e fora do cooperativismo, o evento terá mais de 30 sessões de conteúdo em dois palcos paralelos. Confira os primeiros palestrantes confirmados.
- Apesar do Brasil ocupar o segundo lugar no Índice Latino-americano de IA da CEPAL, ainda existe um grande hiato de gênero no ramo. Segundo o LinkedIn Economic Graph, apenas 22,89% dos talentos no mercado de IA são mulheres.
- A inovação aberta já é uma realidade nas organizações brasileiras. No entanto, segundo o estudo do Torq em parceria com a Sling Hub, a prática está concentrada em empresas de grande porte. Entenda mais aqui!
- A Gartner compartilhou suas previsões estratégicas para 2026. A consultoria pontuou a possível diminuição do pensamento crítico, o papel da IA em compras B2B e o risco da automação de decisões.
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