GERANDO IDEIAS TRANSFORMADORAS

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Sescoop: uma ponte para o desenvolvimento

Sistema Ocemg

Conheça um pouco da história, das conquistas e dos resultados do Sescoop, entidade que promove a capacitação e a formação profissional das cooperativas brasileiras.

Toda crise é um campo fértil para o cooperativismo. A primeira cooperativa do mundo foi uma resposta à recessão econômica e ao desemprego trazidos pela Revolução Industrial, resolvendo o problema de um grupo de trabalhadores ingleses que precisava de emprego e renda para viver. E foi também em meio a uma grave crise política e econômica, que afetava todo o Brasil e também o nosso setor, que surgiu o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) — idealizado para alavancar o desenvolvimento da maior riqueza de uma cooperativa: as pessoas.

Nos anos 90, o Brasil viveu a chegada da internet e dos primeiros telefones celulares. Também viu a Seleção Brasileira conquistar o tetracampeonato e assistiu ao primeiro impeachment presidencial da história do país. Na economia, vivíamos tempos difíceis, lutando contra a hiperinflação e os impactos de uma grave crise financeira internacional, que afetou principalmente os países emergentes. Esse cenário de instabilidade afetava também as cooperativas, que estavam com as finanças comprometidas desde a década anterior em razão de uma crise no setor agropecuário.

“Nós vínhamos de um processo de muito subsídio na agricultura, e esse subsídio terminou. Vieram as crises econômicas, as inflações galopantes e o setor, que ainda não tinha uma política de governança bem estruturada, se endividou”, recorda o presidente do Sescoop, Márcio Lopes de Freitas.

Dispostas a reverter esse quadro, as cooperativas brasileiras se mobilizaram em torno de uma ideia: garantir que o setor também contasse com uma entidade do Sistema S (veja quadro 1), que ficaria responsável pela formação profissional e qualificação da governança e da gestão do seu pessoal. Antes de o Sescoop ser criado, a contribuição financeira das cooperativas para o Sistema S era destinada a outras entidades, como o Sesi e o Sebrae, e as cooperativas ficavam desassistidas.

“Havia uma necessidade urgente de abrir uma entidade 100% dedicada às nossas cooperativas, que conhecesse os nossos valores e fosse capaz de atender às demandas específicas do nosso movimento”, explica o presidente.

A semente do que viria a ser o Sescoop foi plantada em 1992, durante a gestão de Roberto Rodrigues na Casa do Cooperativismo. Ele lembra que, à época, pediu ao jurista José de Campos Melo que elaborasse o arcabouço institucional que daria origem à entidade. A medida que autorizou a criação do Sescoop veio em 1998, com regulamentação em 1999, na gestão do ex-presidente da OCB Dejandir Dalpasquale, falecido em 2011. Coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (FGV) e Embaixador Especial da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para o Cooperativismo, Rodrigues deixou a presidência da entidade em 1992.


PROFISSIONALIZAÇÃO

Alinhado aos princípios e valores do cooperativismo, o Sescoop trabalha para promover a autogestão das cooperativas por meio de lideranças e profissionais capacitados e comprometidos. Nas unidades estaduais, são oferecidas soluções de desenvolvimento humano e organizacional. Nos primeiros anos de atuação, a quantidade de pessoas capacitadas pelo Sescoop saltou de 81 mil, em 2000, para mais de 1 milhão, em 2007.

No último exercício, as ações de formação profissional beneficiaram aproximadamente 500 mil cooperados e colaboradores de cooperativas. Desse total, foram 11 mil nos cursos de aprendizagem profissional, 354 mil em qualificação, 2 mil em graduação, 5 mil em pós-graduação e mais 17 mil em outros tipos de atividades formativas.

A superintendente do Sescoop/GO, Valéria Mendes, trabalha na organização desde o ano 2000 e acompanhou toda a evolução da entidade no estado. “É como um filho, né? Ele foi gerado, nasceu e nesses 20 anos a gente viu um crescimento. Foi um aprendizado contínuo e bastante rápido. A gente ainda é muito jovem, mas muito organizado desde o começo”, destaca.

Se no início os cursos mais buscados pelos cooperados eram de qualificação básica - como pintor, secretariado e operação de programas de informática – hoje a formação mais procurada é o MBA na área de gestão. “Nossa principal demanda deixou de ser técnica e passou a um nível estratégico bastante elevado. Nem por isso deixamos de oferecer a formação básica da parte operacional da cooperativa”, considera Valéria. Em 1999, primeiro ano de atuação, o Sescoop/GO realizou 40 horas de atividades e beneficiou 95 pessoas. Em 2018, foram mais de 10 mil horas de atividade e 75,8 mil beneficiados.

A atuação do Sescoop tem sido de grande importância para garantir o desenvolvimento das cooperativas brasileiras, aponta o ex-presidente do Sescoop Roberto Rodrigues. “Na Constituição Federal de 1988 nós fizemos um trabalho forte pela autogestão, proibindo a interferência do governo na criação e no funcionamento das cooperativas. A autogestão exige gente habilitada, precisa de formação. Até porque cooperativismo é doutrina, você precisa reforçar sempre esse valor. O Sescoop desenvolveu um trabalho maravilhoso nessa direção, na área de governança e na difusão dos princípios - sobretudo com relação à ética, à honestidade, à transparência. O cooperativismo deu um salto gigantesco com o Sescoop”, destaca Rodrigues.

De fato, mesmo em um cenário econômico ainda desfavorável, os números do cooperativismo no país vêm crescendo de forma consistente. Atualmente, são quase 7 mil cooperativas registradas na OCB, presentes em 1.743 municípios espalhados em todos os estados. Mais de 14 milhões de associados são responsáveis por cerca de 400 mil empregos diretos.


TURBINANDO A GESTÃO

Além da formação profissional, outra linha de atuação muito importante do Sescoop e vital para o sucesso da autogestão é o monitoramento, atividade que apoia a sustentabilidade do negócio. É por meio delas que o nosso “S” auxilia as cooperativas a monitorarem seu desempenho, minimizando riscos e potencializando resultados. Vale destacar: o Sescoop é única entidade do Sistema S a disponibilizar esse tipo de serviço. Um diferencial que demonstra todo o cuidado e o compromisso com a sustentabilidade e o desenvolvimento das cooperativas brasileiras.

Ao aderirem voluntariamente ao processo de monitoramento, as cooperativas recebem ferramentas que apoiam a alta direção a monitorar sua gestão, dando maior agilidade ao processo de tomada de decisão, facilitando a demonstração dos resultados e, consequentemente, garantindo uma gestão cada vez mais transparente. Indicadores demonstram que as cooperativas participantes chegam, em média, a aprimorar em 23% na gestão e 35% na governança ao longo de cinco anos.

“O cooperado, muitas vezes, percebe a importância da cooperativa, mas não conhece profundamente os conceitos e não tem conhecimento de base para fazer uma análise do desempenho da cooperativa para saber se está indo bem ou não. Essas ferramentas dão muito mais transparência ao modelo de gestão, facilitando para que as pessoas possam acompanhar e ajudar no processo de desenvolvimento da cooperativa”, aponta Márcio Lopes de Freitas.


EXCELÊNCIA PARA O COOPERATIVISMO

Além da formação e do apoio à governança e à gestão pelo monitoramento, a terceira vertente de atuação do Sescoop é a promoção social. O objetivo é impactar de forma positiva as comunidades em que as cooperativas estão inseridas e reforçar os valores do cooperativismo.

Em 2018, as ações de responsabilidade social contaram com o apoio de 119 mil voluntários e 1.706 cooperativas, beneficiando mais de 2,2 milhões de pessoas. Uma das principais ações é o Dia C, programa de responsabilidade social realizado pelas cooperativas que tem seu ápice em uma celebração nacional junto à comunidade, no primeiro sábado de julho de cada ano.

Ao comemorar os 20 anos de atuação do Sescoop, também é preciso olhar para a frente. De acordo com a superintendente do Sescoop/GO, o desafio para os próximos 20 anos é fortalecer os valores do cooperativismo junto aos associados. “O que a gente vê muito nas cooperativas é esse anseio pelo mercado e pelo desenvolvimento da empresa, esquecendo um pouco a visão e a filosofia do cooperativismo. Portanto, um dos principais desafios do Sescoop é a comunhão no desenvolvimento da profissionalização da cooperativa, sem perder a essência”, diz Valéria.


DE OLHO NO FUTURO

Segundo Freitas, um tema muito forte a ser trabalhado nos próximos anos é a integridade. “Muita gente está falando sobre o compliance [programas corporativos para garantir o cumprimento de normas e leis], mas, quando eu proponho integridade, acho que é um pouco mais profundo e estratégico. Não é apenas uma questão de marketing, mas de crença. No cooperativismo, a integridade é um valor intrínseco e que realmente faz parte do nosso DNA”, defende o presidente.

Ele aponta ainda como um desafio para todo o Sistema ampliar o nível de compreensão da sociedade sobre o cooperativismo. “Nós ainda nos comunicamos pouco com a sociedade que, às vezes, não nos compreende adequadamente. Vamos intensificar muito nossos projetos de comunicação utilizando as novas mídias, sem desprezar as tradicionais, e trabalhar muito dentro desse foco da inovação. E já começamos a atuar nesse sentido por meio do projeto SomosCoop”, destaca.

O Movimento SomosCoop criado para mostrar a força e a capacidade transformadora do cooperativismo para a sociedade brasileira. Pensado para ser muito mais do que uma marca ou campanha publicitária, ele é uma verdadeira declaração de amor ao cooperativismo. Nosso desafio? Mobilizar cooperados, formadores de opinião e a população em geral em um movimento nacional em favor do cooperativismo.


 

Quadro 1

 
 

Entenda o Sistema S

 
 

O termo “Sistema S” é utilizado para designar um conjunto de nove instituições que têm como objetivo oferecer, principalmente, capacitação profissional e assessoria técnica, além de promover ações de acesso à cultura e ao lazer para a população. Cada uma delas tem um perfil diferente e representa determinado ramo ou setor da economia: Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai); Serviço Social do Comércio (Sesc); Serviço Social da Indústria (Sesi); Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac); Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar); Serviço Social de Transporte (Sest); Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat); o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); e o nosso Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop).

As empresas pagam contribuições às instituições do Sistema S para que as ações possam ser desenvolvidas. A alíquota varia de 1% a 2,5%, a depender do setor e da atividade. O modelo foi criado na década de 1940 para oferecer capacitação para mão de obra e serviços culturais e de lazer. Os quatro “S” mais novos foram instituídos após a Constituição Federal de 1988: Sescoop; Senar; Sest; e Senat.
 

 

QUER SABER MAIS?

Acesse www.somoscooperativismo.coop.br/sescoop
ou assista ao vídeo institucional.

 

 

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